Resenha: Made in Japan – Akio Morita e a Sony

Acabei de ler “Made in Japan – Akio Morita e a Sony“, que o Tiago encontrou numa das bibliotecas da TBone nos pontos de ônibus do DF.

O livro estava há meses parado na minha cabeceira e pela metade de abril, resolvi que devia acabar com ele. Confesso que peguei o livro mais pelo sentido histórico, pois ele participou da 2º Guerra Mundial e pretendia larga-lo logo que ficasse “chato” (e de fato tem uma parte beem chata no meio, na parte gerencial, quando ele começa comparar o estilo japonês e ocidental). Mas o caso é que eu me interesso por história, me interesso por economia e prefiro ler de quem faz do que de algum “guru“, cujo ensinamentos eu questiono.

O livro reflete bem o pensamento dele da época, de uma forma bem japonesa – Nós somos iguais, pensamos igual e temos uma mesma língua – o que não o impede de fazer duras críticas a forma de agir de seu país (ver O Comércio Mundial, último capítulo, onde as críticas mais duras são tecidas).

Mas fiquei encantada com a forma que ele conduzia a empresa, várias ideias como o quadro de trocas de cargos internos, a valorização dos funcionários, etc. Se está com pouco tempo para ler sugiro que leia os três primeiros capítulos Guerra até Vendendo para o Mundo, pule até o capítulo Tecnologia. Se tiveres tempo de ler apenas um capítulo, que seja o de tecnologia. E, se quiser entender porque estamos nessa crise mundial com mercados de ponta cabeça – leia O Japão e o Mundo e O Comercio Mundial, onde ele vislumbra e aponta algumas das origens dos problemas mundiais pelos quais passamos hoje.

Eu gostei de ler o livro e apesar de achar alguns momentos duros de engolir (afinal, o cara é um industrial japonês), me vi concordando e sorrindo diversas vezes enquanto lia e as gurias brincavam no parquinho (meu momento de leitura). Atrás de citações, achei uma que não lembro de ter visto no livro, mas remete a outro assunto que quero falar mais tarde:

A curiosidade é a mãe da criatividade

Atrás de alguma resenha em português, encontrei quase nenhum material, praticamente o verbete da Wikipedia e uma página vazia no Facebook (comequeé???). O livro também está esgotado na livrarias e há apenas um usado na Estante Virtual. Aconselho a leitura, mas vai ser preciso procurar.

O exemplar que li? Ainda está aqui, estou colando a capa. Mas vai voltar ao TBone em breve.