Personas – a birra

No doutorado minha birra da semana tem sido o uso de personas para o desenho de interfaces, simulando usuários reais. Tudo que li até o momento não me convence que é uma boa prática. Me parece algo preguiçoso e perigoso, pois tendemos a estereotipar pessoas, do tipo “Fazer algo que até sua mãe pode usar”. Você pode construir a persona mais crível do mundo, mas o modelo mental nas decisões é o seu, do seu grupo.

Aliás, gostei e achei bem didática a apresentação do Luiz Agner sobre Personas e Cenários.

Ter uma foto falsa com características de uma pessoa imaginária (as vezes baseada em alguma pesquisa) me parece uma forma capenga de simular empatia.

Até o momento não achei um artigo que me desse os viés do uso de personas e quanto mais leio, mais acho desnecessário o uso de personas. Por que não usar dados do público-alvo?

E as ferramentas disponíveis deixam bastante da desejar na questão “Brasil”. Só tem foto de gringo nas personas brazucas. Outro ponto são as descrições dos exemplos, serviriam muito para um perfil de facebook.

Então, acho que essa abordagem não funciona quando o público-alvo é de uma realidade completamente diferente da nossa. Não tem como emular.

E você? O que você acha?