Eu devia estar trabalhando

São três meses longe de casa. Acho que poderia me candidatar a astronauta 😛

Brincadeiras à parte, a ideia de fazer um doutorado tem servido para dar um tempo na minha vida e colocar na balança as coisas que quero fazer.

Tem muita coisa que eu quero aprender. Uma dela é fazer o que eu sei fazer, render. E isso exige uma disciplina que eu ainda não tenho. Exige algumas habilidade que eu não tenho, exige fazer coisas que me tirariam da minha zona de conforto.

Tenho experimentado essa saída da zona de conforto aos poucos. Não pensem que sair por três meses de casa e pular de sofá em sofá me tira do conforto. Sinto uma saudades imensa da minha família, mas sempre adorei situações novas. Mas tem coisas mais triviais na vida da maioria dos mortais que me assustam até a espinha.

A primeira é pedir coisas, depender de pessoas. Acho que estou aprendendo, mas foi bom ouvir a palestra da Amanda Palmer.

Vendo a palestra da ex-artista de rua (ela fazia estátua viva) e cantora cabaré-punk, até fiquei um tempo parada fazendo pose. Quem sabe…?

Não. É essa nova economia que vem aflorando aos poucos “de eu para você”, sem atravessadores, que me interessa.

Em seguida vi outro vídeo, uma entrevista do Andy Weir pelo Adam Savage (dos Caçadores de Mitos) no lançamento do filme The Martian. Andy Weir escrevia sua história num blog simples e, a partir dos comentários de cada capítulo, ia melhorando a história. Depois ele liberou a história de graça, mas algumas pessoas queriam pagar por ela e…o resto já se sabe, direitos autorais vendidos para o cinema, Matt Damon e Ridley Scott. O vídeo é comprido (quase uam hora, e sem legenda).

Eu tinha que fazer uma revisão bibliográfica para segunda que vem. Bom, talvez eu acorde cedo amanhã 😉