Essa semana

rascunho em esferográfica de uma simpática lesma

Essa semana foi cheia de altos e baixos. Essas horas gosto de cantarolar baixinho Some days are better than others do U2. Isso sempre me lembra que um dia ruim é apenas um dia.

Teve seleção para professor, ainda não sei o resultado, mas valeu a experiência e conversar com colegas. É tudo muito novo para mim e ao mesmo tempo tão familiar. Mas teve também aqueles momentos que me pergunto que raios faço há três meses longe da minha família. Os três meses longe – 40 dias sem visitá-los – estão pesando. Não sirvo para Amyr Klink.

Sou, de novo, uma estranha a ser conhecida. Quase ninguém sabe direito da onde eu vim, o que eu posso fazer. E isso é bom. Tenho muito a provar.

Tenho visto muita gente falar da “síndrome do impostor” e o Diego Eis fez um artigo bem legal sobre o tema há algum tempo atrás. Acho que meu esse começar e recomeçar tem um lado bom de por a teste esse sentimento.

Por que no governo eu era questionada constantemente do meu conhecimento, ao mesmo tempo que era atulhada de atividades que eram tão aborrecidas quanto irrelevantes. O excesso de controles e a eterna troca de metodologias – ideias inovadoras que sempre arrasavam os projetos que andavam já com dificuldades. Protegi o eMAG dessas loucuras gerenciais o quanto eu pude e até o último momento que estive lá. Agora essa missão ficou com a equipe por qual tenho muito carinho e espero que estejam bem e os projetos, caminhando.

Porque trabalhar no governo não é fácil. E quanto mais tempo, mais difícil fica.

Algo que me incomodava há algum tempo era que as pessoas me viam apenas como a “Fernanda entende de acessibilidade”, como se eu entendesse exclusivamente isso. Não sei outras pessoas, mas eu me interesso por uma gama tão variada de assuntos, que posso sim dar pitaco em design e usabilidade, por exemplo.

Eu entrava em reuniões onde apenas meu parecer sobre acessibilidade era ouvido. Tudo que eu falava sobre ícones, uso de tipografia era considerado algo…secundário. Afinal, eu só entendia de acessibilidade, certo?

Errado. E nem vou falar que no WCAG2, tem especificações de tipografia e largura de linha. Me incomoda que, apesar de todos meus avisos, a linha de texto na IDG seja demasiado comprida, a entrelinha grande e o tamanho de fonte pequeno. Várias vezes sugeri o aumento da fonte, mas sem sucesso.

Mas tengiverso…

capa da Tic Domicilios

Essa semana saiu a TIC Domicílios 2014 com um artigo meu e do Everson Aguiar. Recomendo a leitura não só do nosso artigo, mas dos outros. E as pesquisas TIC são uma valiosa fonte de informação para tomada de decisões, tanto por empresas, quanto pelo governo.

Outra coisa legal que vi foi a palestra do Reinaldo Ferraz – Web das Coisas – Que tal fazer coisas que sejam realmente úteis? no Front In Sampa.

E por fim, duas notícias muito legais em acessibilidade, um professor desenvolveu um projeto – chamado Enem Inclusivo, que poderá permitir que alunos cegos e de baixa visão façam o Enem de uma forma mais fácil do que é realizada hoje. O projeto é fruto da dissertação de mestrado desenvolvido pelo professor Hedi Carlos Minin, sob a orientação dos professores Daniela Travisan e José Viterbo.

Outra grata surpresa foi o jogo Blind Legend, feito para deficientes visuais. Ainda quero terminar Okami assim que voltar para casa. Mas vou experimentar o jogo para testar meu francês.