Consegi 2012

Em Belém do Pará. Quente né?
Não num evento de tecnologia. O ar-condicionado bombava e eu me arrependi de não levar um casaco :(.

Cheguei cedo de manhã para tomar pé do evento. O Hangar realmente tem o formato de um hangar. As salas grandes para palestras eram à direita no segundo andar, as oficinas à esquerda. Uma pequena praça de alimentação no térreo e um jardim interno onde os fumantes fumavam e onde eu fui, a despeito do cheiro, duas vezes ver se me esquentava um pouco. Estava apenas com uma regata.

Fui direto para a Sala dos Palestrantes. Café, água, docinhos e rede liberada em quatro computadores. Liberada? Não, alguns sítios não eram liberados pelas políticas de segurança. Bom, alguns fizeram falta. Mas vamos lá.

Queria muito conhecer o Edinamar da Prodepa, um dos responsáveis pelos assombrosos 30% de sítios .gov.br acessíveis do Pará. Logo a organização me avisa que a Martinha Clarete do Mec, não viria e tinha enviado um vídeo. Conheci o Edinamar poucos minutos antes da palestra. Ao entrar, dou de cara com o pessoal do Sinal e uma figura de cabelos brancos revoltos: Antonio Borges.

Pensei: – “Ferrou, não tem como segurar a platéia depois de três autoridades de acessibilidade (ainda por cima cegos), perto do meio-dia”.
E eu estava certa, grande parte do pessoal saiu – e passar o vídeo do Mec no início não ajudou muito.

Mas peguei o gancho do Mec e contei do nosso trabalho com o Inep, falando um pouco do e-MAG. Em seguida o Edinamar contou um pouco do trabalho que a Prodepa desenvolveu. As pessoas que tinham
ficado, ficaram até o final. Agradeci a todos e terminamos no tempo. Ainda participamos de um chat, onde perguntaram sobre leis e como contatar o governo sobre sítios inacessíveis. Almocei com o Edinamar e a Danielle. Vimos juntos a palestra que o Antonio Borges deu logo em seguida (e eu consegui copiar no meu pendrive para mostrar para o pessoal do DGE :D).

No outro dia era a oficina de acessibilidade. Antes eu e o César vimos os trabalhos em Tecnologia assistiva que estavam na mostra, o que mais me chamou atenção foi o portáctil. Eu e o César ainda distribuímos o material que levamos pelas ilhas de computador espalhadas pelo evento. Chegava a hora da oficina.

Consegi 2012

Para variar, nada dos que nós tínhamos pedido para instalar havia sido instalado de antemão. Mania de querer pedir muita coisa. Na próxima sejamos mais humildes. Mas NOSSA! A sala LOTOU!!!!!! Foi muito legal.

Geral da sala lotada!

Por conta da diferença do fuso horário eu quase encerrei as atividades uma hora ANTES! Que furo -_-! Ainda bem que o César estava lá.

Claro que nem toda estadia foi evento. Viajar sem conhecer a cidade do evento é perder uma ótima oportunidade de ampliar os horizontes. Se o tempo é curto, como uma manhã, eu sempre escolho ir ao mercado municipal. No caso o de Belém é um dos maiores da América Latina – o “Ver-o-Peso”. Adorei os bombons, mas vi muito e comprei pouco. Aprendi muito. Claro que uma viagem também não é a mesma sem uma roubada -e eu tive a minha (e não foi explicar ao Timothy Ney a história da República no Brasil). No saldo final, saí de Belém feliz com o que pudemos fazer e com as pessoas que encontramos. Belém é uma cidade muito bonita, que me lembra um pouco de várias capitais, mas com uma história muito particular (a ser contada no Blogdpi).