Coletivo Transverso

“Se não fosse o amanhã, que dia agitado hoje seria”
“FOICE O TEMPO”
“O que as tesourinhas cortam?”
“Sou sua pessoa amada por três dias”

Essas são frases que eu leio a caminho do trabalho, quando ando pelos buracos de gente (as malcuidadas e malamadas passarelas subterrâneas do eixão), quando acordo de manhã cedo e passo pela quadra comercial 205/206 (a quadra mais esquisita e subestimada de Brasília).

Muro FOICE o TEMPO
Foto: Coletivo Transverso

Eu adoro o grafite de Brasília, adoro a poesia colada, grafitada, estampada. Fico triste quando as pessoas carrancudas, com TOC de ordem teimam em cobrir de branco belos desenhos e frases.

Muro Por quem as tesourinhas Cortam?
Foto: Coletivo Transverso

Essa semana eu tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, por alguns minutos, as gurias do Coletivo Transverso – autoras das frases acima. Sofia e Alice tinham conhecido elas antes, quando elas grafitavam a estação elétrica da 205 (provas? abaixo).

Elas estavam com uma banquinha da festa PIKNIK no Jardim Botânico no último final de semana. Compramos um estencil delas, não sei se terei coragem de usar.

Atenção! Isso pode ser um poema - cartaz colado no Buraco do Tatu - rodoviária de Brasília
Foto: Coletivo Transverso

Mas ha poucos dias, o condomínio da comercial da 205/206 pintou – novamente – todas as passarelas de branco. Quase um convite.

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